Pela primeira vez algo interessante na Revista VEJA:
Homens das cavernas eram melhores pais
Para psicóloga, técnicas modernas prejudicam bebês e crianças
Crianças brincam ao ar livre: cena cada vez mais raraEm entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Narvaez afirma que membros de tribos antigas eram muito melhores pais e mães. No passado, por exemplo, uma criança era criada por toda a comunidade e não apenas por seus progenitores. Além de maior interação social com os outros membros da tribo e familiares, os bebês mantinham contato físico com pessoas o tempo todo. Havia sempre alguém para carregá-los, fazer carinho e confortá-los quando choravam. Hoje, é comum os pais as deixarem sentadas e sozinhas por longos períodos em cadeirinhas e carrinhos de bebê ou ao cuidado de babás e professores.
A técnica do "choro controlado", em que as crianças são deixadas derramando lágrimas por um certo período de tempo também é condenada por Narvaez: "Cuidar das crianças de forma acalentadora, deixa o cérebro infantil tranquilo durante o tempo em que elas estão formando sua personalidade e o tipo de respostas que darão ao mundo", afirma a pesquisadora.
Para ela, outra coisa que mudou foram os tipos de brincadeiras. Jogos e atividades em grupo, em que nossos ancestrais exploravam os arredores e o meio ambiente, são cada vez mais incomuns. Brincar ao ar livre deu espaço a videogames, computadores e atividades solitárias. Estudos mostram que crianças que não passam tempo o suficiente brincando são mais propensas a desenvolver hiperatividade e problemas mentais, aponta a pesquisadora.
Tudo isso está levando a humanidade a uma verdadeira epidemia, de acordo com a psicóloga. "Há uma epidemia de ansiedade entre os jovens", diz. "Crianças que não são nutridas emocionalmente por seus pais no começo de suas vidas tendem a ser mais egocêntricas. Elas não possuem os mesmos sentimentos de compaixão que aquelas educadas por famílias carinhosas e que interagem com os pequenos".
fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/homens-das-cavernas-eram-melhores-pais